terça-feira, 16 de junho de 2009

Dica: "Meu Pai, Meu Filho"


É com muitas cenas silenciosas e expressões fortes, típicas do cinema europeu, que "Meu Pai, Meu Filho" com Gérar Depardieu aborda a delicada relação entre pai ausente e filhos carentes.
Depardieu interpreta Léo Shepherd, um escritor brilhante, reconhecido internacionalmente e que acaba de ganhar um Prêmio Nobel, mas que tem uma terrível lacuna em sua vida pessoal. Foi omisso e violento com os filhos, trazendo desequilíbrio a vida deles, que na película aparecem já adultos. O sucesso profissional de Shepherd contrasta o tempo todo com o seu fracasso pessoal. Um homem inteligente e bem resolvido publicamente, que passa pelas amarguras de uma vida confusa e atormentada pelo sentimento de culpa.
Traçando um paralelo, o filme tem muito a ver com os conceitos do livro que estou lendo, "A Auto-Estima do Seu Filho" de Dorothy Corkille Briggs. O livro fala de outro tipo de contradição. Enquanto o mundo se refere às crianças como prioridade, pais estudam, fazem cursos de aprimoramento, aprendem novas línguas, mas se empenham minimamente em se habilitar para serem pais. Há uma espécie de consenso de que instintivamente qualquer ser humano tem capacidade para ser pai ou mãe. Conceito errado, muito provavelmente. O livro sugere que muitos dos problemas de auto-estima, do estresse, de desequilíbrio de sentimentos são oriundos de uma educação pouco habilidosa, que deveria ser revista, repensada e adequada a princípios menos ignorantes, mais sábios portanto. Por que nos dedicarmos a buscar conhecimento apenas quando se trata de mercado de trabalho e desafios profissionais?

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