segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Pandemonium Tour deixa saudade em São Paulo




Foi em clima apoteótico que os ingleses do Pet Shop Boys _Neil Tennant, 54, e Chris Lowe, 50_ fizeram a apresentação única da turnê "Pandemonium" em São Paulo na noite da última terça. A produção ousada e impecável nos detalhes, a escolha bem dosada do set list, e a proximidade entre o duo e o público impulsionaram o show, que pode ser considerado o melhor trazido ao Brasil na quarta passagem deles pelo país (1994, 2006, 2007, 2009).
O cenário e o figurino dos bailarinos se alinharam numa brincadeira criativa com cubos gigantes. Um telão imenso foi formado por cubos brancos, mas eles também estavam na cabeça dos bailarinhos dando um colorido futurista às coreografias. Para surpresa do público, o telão se desfaz durante o show, como um muro que vem abaixo, cubo por cubo.
Dentre as várias nuances tecnológicas, houve a exibição de projeções explorando jogos dimensionais e imagens clássicas dos dois integrantes.
O som contou com mixagens ultradançantes de Lowe, embaladas por coreografias bem sincronizadas, que envolviam também a participação dos dois músicos britânicos.
Tennant também mexeu com o público, especialmente durante a interpretação de três das músicas lentas de maior sucesso da dupla: "Jealousy" ("Behaviour", 1990), "King's Cross" ("Please", 1986), Do I Have To?" ("Alternative", 1995). Sua voz única e seu jeito espontâneo de fechar os olhos ao cantar emocionaram o público.
Pode-se dizer que nunca foi visto tamanho envolvimento do público em shows da dupla em São Paulo. Além da empolgação, o público estimado em sete mil pessoas, visivelmente, dominava as letras até mesmo das músicas recém-lançadas do CD "Yes", que chegou ao mercado em março. A resposta logo veio. Tennant e Lowe nunca sorriram, dançaram e admiraram tanto o fruto dos seus 28 anos de carreira.